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25 de jul de 2011

Escritor-tura.


Me desespero por inteira e chego a conclusão de que nada mais me inspira. Crianças correndo não me comovem e amores lutando para enfrentar barreiras não me convencem. São clichês, são só mais alguns amores entre tantos amores. Não procuro mais o que é certo e nem desdenho tanto do que julguei nunca fazer. A principio eu desconfio de todas as coisas certas que passaram pelo meu caminho. Ou foram embora ou se tornaram erradas demais, como num passe de magia. Colocando a culpa natural na TPM eu até engano a minha rotina com o comunicado de que é normal, nada que três dias não resolvam. E que vai passar, mas minto. Adoro mentir para mim mesma. Crio contos em baixo do chuveiro que descem pelo ralo por falta de memória, e o pior, sem esforço para ser lembrado. 
Pra falar a verdade, qual é mesmo o real motivo de eu estar aqui agora? Sentada tentando descrever sentimentos que não são joguinhos de adivinhação. A unica coisa da qual absorvi nesse meio tempo é que preciso urgentemente de uma ortografia nova, de uma leitura aprofundada e de um amor bem mal-passado. Pra render leitura a quem me admira e gosta de mim. Para falar a verdade, estou escrevendo pro amor? Se estiver, aproveito o momento para firmar o pedido de que ele volte. Sem mágoas, sem pecados e se ele quiser, sem roupa e luxúrias. Descobri que gêneros não me classificam mais, romances não me botam mais medo, dinheiro não me chama atenção e cara feia pra mim, ainda é fome. De quem é a voz que me pede para ficar calada? Qual é a minha parte na vida que eu teria que contar para dar mais enfase ou sentimento a um texto que só de olhar, bate preguicinha de ler. Você esta lendo? Não sei se apago, se coloco virgula ou termino com um ponto final. Se engano com uma interrogação ou grito usando exclamação como forma de razão. Tendo o poder das palavras, eu preciso escrever. Estou errada e possivelmente louca. Me inspiro em poetas meio loucos, de corações ambíguos e sotaques roucos. Estou pedindo amor, ao invés de estar pedindo só um pouco mais de açúcar. Consigo dizer tanto sem que a minha boca se abra um minuto se quer. E não me rotulo quando me perguntam o que quero ser... Já não sou? E cá estou eu aqui de novo dando voltas e mais voltas para explicar uma única coisa: Eu não quero ter que explicar mais nada quanto ao que estou sentindo. Chega, ser romântica as vezes cansa, que entre por favor a próxima fase da minha vida... Que ela venha acompanhada de blues e rock para dar uma inovada na trilha musical da minha vida. Que eu esqueça que na realidade, não sei se levo a vida que escrevo, só sei que escrevo. Apago, reescrevo, mas escrevo! E são todos os dias. Tudo que me rodeia é inventando e penso; E dai? Eu adoro o que não existe. Por acaso, acho que eu devo não existir também. 

Texto dedicado ao dia do escritor. Feliz dia do escritor a todos aqueles que através das palavras expressam sentimentos sufocados, ou não.

4 comentários:

  1. Geralmente nós que escrevemos, fazemos isso para inventar algo que não existe. Exatamente assim!

    Kiss sweet :D

    http://amar-go.blogspot.com/

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  2. Que boum que gostou Clara, espero contar mais com sua visita e sugestão..

    GRATO

    Ecleticu's

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  3. "Crio contos em baixo do chuveiro que descem pelo ralo por falta de memória, e o pior, sem esforço para ser lembrado."

    Caramba, guria, isso foi...foi meio sem palavras! A cada texto tu evoluí mais e mais!

    Amei, amei <3

    Beijos!

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  4. Seguinte, antes de tudo, foi Jenn (Jeniffer França) quem indicou seu site pra mim. Eu estou completamente encantada. Sério, esse texto me deixou de boca aberta e eu posso te dizer que não consegui fechar ainda kkkk. Olha só, meu, eu to sem saber o que dizer. Não acho que eu vá conseguir comentar apropriadamente esse texto, garota. Eu sou sua fã. Por agora, é tudo o que eu posso dizer.

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