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18 de ago de 2013

Nós vamos acabar ficando.



Cê deve estar com a barrinha de razão mais cheia do que a minha e eu tenho total ciência disso. O que não significa que ela esteja completa. E quem é que no mundo tem completa razão de tudo?
Pra falar a verdade, de uns tempos pra cá foi que eu entendi o motivo de você ter aparecido. As vezes o amor é generoso mesmo, é... As vezes ele é. Eu voltei a escrever, e cê sabe que isso só acontece quando tem alguma coisa de muito errado, né? E pior que tem mesmo. Uma porção de desentendimentos e uma enorme dosagem alcoólica de ciumes é o que dá lucro nesse bar do fim de relacionamento.
Você já ameaçou ir, e eu já ameacei deixar que isso acontecesse sem interromper suas vontades repentinas. Óbvio que isso não anularia a minha vontade de sair correndo atrás, o que também não quer dizer que eu no ápice do meu comodismo e orgulho iria. A verdade é que nunca gostei de despedidas, sejam elas quais forem. Eu que não gosto nem quando você vai embora da minha casa, imagina da minha vida. 
Decorou Vinicius pra me recitar, o que me espantou, logo você que nunca decora nada. Achei que de tudo ao nosso amor seria atento mas me enganei, só estava tentando depois de súplicas noturnas ser um pouco mais sensível e romântico. Desatentou e me irritou. 
Me manda voltar pra quem você me arrancou dos braços, mas se quer saber, eu te prefiro sim... Ainda que você seja um eterno ingrato. Ainda que me negue, sou mesmo dessas que insistem. Me ignorou e em seguida me intimou para que ainda sim ficasse. As coisas andam difíceis mesmo, e azar o meu que sempre soube que seria assim. No fim de tudo, seu ego te diz que eu jamais seria louca de abandonar um futuro tão bem desenhado. E eu nas minhas horas de amor próprio puro afirmo que de tantas outras, os suspiros e re-suspiros - se é que essa palavra exista - ainda seriam meus. 
Nada que uma noite de amor não resolva, ou então piore. Nós andamos tão vulneráveis. 
O seu sorriso é um dom, que você, de tão ocupado, comigo mal sabe usar. Eu perdoo. Ou não, ou finjo que perdoo só pra poder ter mil argumentos para te atirar. 
Acordo em teus braços, arrependida, apaixonada. Não sei se fui eu que me joguei lá, se te olhei daquele jeito que só a gente sabe... Aquele jeito de querer, você sabe bem o que, ou se foi você que enquanto eu dormia me arrancou de qualquer canto de novo. Como na primeira vez.
No fundo os nossos finais tem todos os dias sido como recomeços, e nós vamos acabar ficando.
Já me vejo te julgando até a eternidade, por você permanecer sendo esse machista que quer determinar até a forma com que a nossa filha se veste. 
Por fim, juntos até que Jesus volte. Até que você descubra que me ama menos ou mais um pouco. Até que eu saiba realmente te perdoar, nós vamos ficar. 

Um comentário:

  1. Nossa, que texto perfeito! Tô sem entrar ha um tempo.. Com uns problemas, mas porque voce nunca mais postou? :( parabens por esse lindo!!

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