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23 de abr de 2011

Os nós.


O que parecia ser um laço, feito assim, de leve, se tornou um nó tão cego feito os meus olhos se encontrando com a escuridão. Os nós que causam essa confusão que transparece - mesmo no escuro - dentro de mim, agora! Quem criou esse nó, fui eu. Confesso; envolvida por todas as emoções que me causou com sorrisos, palavras, beijos, olhares e sinais. Eu fiz o nó e hoje eu não consigo desatá-lo de tão forte que ele se tornou, de tão forte que eu o tornei. Eu, não necessariamente o criei para não soltá-lo mais, na verdade eu nem tinha a ciência de que isso aconteceria. Aconteceu, minhas mãos os criaram naturalmente. E agora eu não sei desfaze-lo, e isso se tornou tão difícil agora que estou sozinha. E é por isso que eu ainda não o desfiz, preciso de alguém me ajudando, puxando de um lado enquanto eu estou de outro. É questão de tempo, esse nó uma hora outra irá se desfazer sózinho. Eu? eu já cansei, meus dedos estão machucados e hoje, nenhum esforço tem sido válido. Na pior das hipóteses eu me imagino sendo obrigada a corta-lo. O que dói mais em mim do que no próprio! Ou seja, qualquer que seja a decisão a ser tomada tem sido um nó pra mim. Se talvez eu o queimasse junto com todos os milhões de motivos que fez eu cria-lo, talvez eu conseguisse no mínimo passar uma mensagem, para que tomem cuidado com os laços. Mas o mais importante eu tenho - Não são as tesouras e nem o isqueiro, que causam em minutos o fim do laço - eu tenho a vontade de desata-lo.

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