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18 de dez de 2011

Deveria ser apenas dezembro.



Resolvi acordar repetindo 135 vezes a mesma musica. Sabe, tenho feito isso. E tenho feito muito...
Cabe a mim querer repetir sempre o que me agrada. Até que eu deixe de gostar. Até que eu deixe de ouvir. Mas por enquanto tudo que eu precisava era sentir a sensação de ouvir o que eu gosto de novo. Pearl Jam já estava mesmo tendo poder sobre meus pensamentos e em minha mente as lembranças de um "Last Kiss" passado para a realidade em pleno fim de 2011 já era constante. Corpo vai, corpo vem e as coisas que julgávamos ridículas se tornam partes do dia-a-dia. Eu devia estar agora programando o meu fim de ano, sabe? Indo ao centro comprar bolinhas novas e coloridas para essa árvore de natal que não se aposenta. 
Porém, a unica coisa que estou planejando é uma maneira de fazer a vida dar certo. A vida ficar de pé. E olha, ela nem precisa de estrelinhas na ponta para ser perfeita. Aliás, perfeição passa a quilômetros de distância. Quem me conhece sabe o quão sou bagunceira, deixo mesmo tudo jogado e isso inclui os meus sentimentos. Tropeço em todos eles, que estão muitas das vezes espalhados pelo meu quarto. Pendurados no cabide, na cabeceira da cama, no braço da poltrona. 
Mas o que me conforta é que além de tudo, o verão tá aí, sabe?! Felizmente me livrei desse inverno tão frio do qual fui vitima. Tão frio quanto as batidas desse coração.
Deveria ser só mais uma daquelas épocas em que os enfeites tomam conta de minha atenção e me envolvem com promessas imaginárias de um futuro bom ou um passado revivido pelas ruas.
Quem sabe?! Talvez eu saiba e não queira crer. Deveria estar agora planejando viagens e repassando na memória tanto os dias bons como os ruins em que me propus a viver. 
O que me admira nessas festas de fim de clico é o que chamo de: Ressacá pós-ano. Em que vem a mente coisas que deixei de realizar por falta de, tantas vezes, coragem. Isso afeta a maioria do publico feminino. E aí, na certa: A mulherada resolve beber para chorar as mágoas que deviam ter sido afogadas entre o primeiro e o segundo gole. Entre o primeiro e o ultimo mês. Recomeçamos o ciclo: "Ano que vem será diferente!"...
Deveria ser apenas Dezembro e acabou por virar uma caixa de promessas para um futuro ano seguinte melhor. Enquanto eu permaneço em estado e estase por ter visto 365 dias passarem como em uma hora. 
Devia ser apenas Dezembro e tem sido, ultimamente, um filme de lembranças. Daqueles que se passam em público, de graça. Tem sido um trem que passa, ligeiramente entre um trilho e outro sem negar a entrega de fumaças aos céus que, excepcionalmente hoje: É um céu de Dezembro. A busca sem fim do "Sabe-lá-pelo-oquê!" finda em meio a primeira semana de janeiro em que finalizamos - ou recomeçamos - buscas pessoais, que o coração buscou e cansou. Deveria ser apenas Dezembro e vem a ser um caminhão de reclamações, quando a ultima coisa que fizemos foi: FAZER! É a hora em que admito, fui mais uma nesse mundão a agir assim. 
É a hora em que nos forçamos, mesmo quando sem vontade, a buscar novas razões. Embora procuremos culpados para vestir a culpa que é nossa, por não termos feito direito, sabemos: Fomos nós que vivemos de janeiro a dezembro da maneira que impomos as nossas atitudes. E aí, o que a gente faz? É essa a hora, é a hora que fazemos - ou tentamos fazer - o que devíamos ter feito muito antes: É a hora em que vivemos. 
Deveria ser apenas dezembro, e no momento esta sendo a junção de uma par de sentimentos.


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