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24 de mar de 2013

Só.


Com o passar dos meses tornei-me assim, ridiculamente sozinha. Me satisfaço de sonhos, palavras e meia volta de preguiças. Embora as vezes me manifeste, me contento. Me apego em três cantores e os torno rapidamente meus amigos fiéis. Mas como bons seres humanos, (ainda que imaginários) eles vão embora.
Não acredito nas pessoas, ainda que elas façam caras de arrependidas e tenham caras de confiáveis. Não acredito. Não tenho amigos, pra falar a verdade, nunca os tive. Houve um tempo que eu até achei que tivesse. Mas não tenho. Quem é que tem? Não acredito! Não e não. E como uma criança birrenta que não aceita controvérsias, permaneço sozinha.
De todas as coisas que deixei para trás, deixei de principalmente acreditar nas pessoas, incluindo todas elas. Passei a acreditar em Deus. Só em Deus. E descobri que olha, é o bastante. Me basta.
Além do mais, posso desabafar? Estou cansada... Irritavelmente cansada. A solidão é um vazio que me sufoca, que me retém. Estou sozinha. E quem é que lá no fundo não esta? Quem é que não se deixa levar por uma gotinha de vazio, por aquele sentimento de que embora esteja rodeada de desconhecidos ou até mesmo conhecidos do qual você cumprimente, esta sozinho? Estamos sozinhos...
Meus heróis? Morreram todos. Sou eu quem me salvo, sozinha. Familiares, pouco os vejo, também não os considero grande coisa. Prefiro estar sozinha do que lotada de coisas inexistentes.
Ainda que sozinha, me resta a fé, os livros, as musicas e os cachorros.

Um comentário:

  1. Disse exatamente o que estou sentindo. Parabéns pelo texto, ficou muito bom!

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