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5 de nov de 2011

"He will never meet a girl like me"


Acho que seria estúpido demais eu chegar nela dizendo "Eu te amo" a essa altura do campeonato. Então, me contento com o "Bom dia" coletivo que ela só retribui quando estou acompanhado de meus amigos. O que me faz pensar que sozinho, para ela, torno-me invisível. Aconteceu, um dia deu na telha e me surpreendeu com um "Oi" a meia-lua tão sem graça, que eu preferia nem ter ouvido. O que me abisma mesmo, é a maneira com que ela passou o que chamava de "Nós" para a primeira pessoa. Me admira a maneira com que ela jogue os cabelos pros lados, em um vai-e-vem constante, sem a minima intenção de que eu esteja olhando... E talvez seja por isso que eu esteja olhando tanto. 
Não é culpa minha, ou talvez até seja. O que me intriga é o fato de estar agindo tão cenicamente bem, a ponto de me fazer querer voltar atrás. Me deu vontade de tentar... 
Fingi que não reparei no fato tão reparante de ter mudado tão rapidamente a cor dos cabelos, como se, estar longe de mim, a fizesse repensar sobre o "querer, ser" dessa vida. Ou retirando a virgula. 
Sei lá. Por mais que se mostre indiferente, o obvio ou até mesmo a esperança de que ela esteja em alguma das milhares de partes que se impõe, insegura, me deixa mais tranquilo. 
Passei em frente a praça em uma sexta a tarde, e a vi. Sei lá eu o que fazia ali. Só sei que ria, mas não muito. Dava umas pausas as vezes. E me viu... Eu sei que viu. Porém, não se intimidou tanto a esse fato, que ultimamente, não tem sido importante. 
Só sei que ela esta sorrindo. Tá, fico feliz por ela... Mas quem dera eu acordar com a campainha, abrir a porta e encontrar atravessado ao tapete um convite enviado por ela, com a seguinte proposta: "Vem sorrir comigo?"
Não é culpa minha, ou talvez seja. Interrogativo é a feição que ela faz, quando passa. É como se estivesse escrevendo em cada parte do seu corpo: "...He will never meet a girl like me". Ou passando para o português bem claro: "..Segura essa, seu vacilão. Igual a mim, você não acha!" 
Eu não concordo. Mas porém, não discordo. Só sei que neste exato momento, tá sendo difícil entender o motivo dela ser tão linda enquanto as outras tão comuns. Mas ó, eu tô por aí tá? Pensando na ideia de assumir em publico o fato de estar arrependido, e por deslize, ter acabado de assumir. 
E aí, futuramente se você se resolver, o plano é válido: Me jogo, me embrulho pra presente e faço alguém me entregar de bandeja pra você. Um amigo que dê aquele velho empurrãozinho, grande amigo!
Igual a você, eu não encontro. Mas nas revira-voltas do tempo, não descartei o fato de te reencontrar.

4 comentários:

  1. Você podia parar de mandar bem e passar talento "prazamigas" né? ;x hihi

    AMEI, como sempre!

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  2. Olá, parabéns por mais um testo lindo!
    seu talento pra escrita é simplesmente incrível.
    Leio que nem sinto ^^
    Bjus

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